Um blog sobre o filme e o livro A TURMA, obra central sobre a educação nos dias de hoje. Consulte-o regularmente para saber novidades sobre a estreia e o lançamento do livro.
Domingo, 5 de Outubro de 2008
Estreia em Portugal 30 Outubro

Aplauso unânime na estreia de A TURMA em França

A TURMA, do realizador francês Laurent Cantet, que venceu a Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes, estreou ontem em França com o aplauso unânime da crítica e do público, tendo feito, logo no primeiro dia de exibição, mais de 60 mil espectadores em França, 21 mil dos quais em Paris. O filme vai estrear em Portugal no dia 30 de Outubro, distribuído pela Midas Filmes, em mais de dez cinemas de todo o país.
 

“Inteligente e sensível” (Les Inrockuptibles), “Excepcional, Sério, Subtil, Incisivo, Perturbador, Cómico” (Le Monde), “Energia transbordante” (Télérama), “Poderoso e Hipnótico (Libération), “Extrema coerência” (Cahiers du Cinéma) foram algumas das palavras usadas para descrever um filme essencial no debate sobre a educação e a democracia nos dias de hoje.
 

A TURMA segue um ano de um professor e da sua turma numa escola num bairro problemático de Paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa, espelho dos contrates multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo.
 

A TURMA é baseado num livro de François Bégaudeau, agora lançado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote.

Consulte regularmente este blog (a-turma.blogs.sapo.pt) onde encontrará informações sobre este filme,  a estreia em Portugal, as cidades e cinemas em que o filme estará em exibição.


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Para além de ser um filme  “sobre” a escola, a educação, a juventude, a mestiçagem, a integração, a autoridade, a transmissão, A TURMA é um inteligente e sensível espectáculo cinematográfico, bem escrito, com óptimos diálogos (por François Bégaudeau, adaptando o seu livro, baseado na sua experiência de professor), extraordinariamente interpretado (também por Bégaudeau e por um conjunto de professores e alunos que nos tocam pelo seu à vontade, pela sua presença, cinestesia, a sua diversidade de personalidades e tonalidades), um filme cuja realização é de tal forma depurada e densa que cada cena é coerente e importante na globalidade do conjunto. (…) A escola de A  TURMA funciona perfeitamente como alegoria da sociedade francesa, espaço onde se jogam todas as questões que aquecem o país.
LES INROCKUPTIBLES
 

Excepcional. Consegue ser sério, subtil, incisivo, perturbador e cómico. A sua recompensa é indiscutível. O seu impacto ultrapassa largamente as fronteiras francesas. (…) História de um ano escolar, condensado em duas horas e por isso reduzido aos seus momentos de tensão, de crises, de acontecimentos significativos. História de um pedagogo adulto, optimista, confrontado com a juventude, o imprevisto, a intolerância, a ingratidão, as dificuldades de comunicação, os fossos dialécticos, o choque de culturas, as armadilhas, os riscos da profissão, a solidão. (…) A magia do filme está na destreza com que Cantet capta esta vida fervilhante entre quatro paredes, este blá blá permanente, a vergonha de uns e a conversa dos outros, as eternas palavras, debates agitados, protestos contra um professore demasiado enervado, irrupção brutal da emoção… (…) Fundado na maiêutica, este filme presta homenagem a este professor capaz de conduzir os alunos a descodificar o saber, falando com eles como se fossem adultos.
LE MONDE
 

Um confronto constante, democrático, entre um professor e os seus vinte e quatro alunos – melhores ou piores, mais ou menos indisciplinados, mas todos sem excepção com um papel importante neste mosaico humano. (…)
A energia é a palavra-chave. Energia transbordante de uma juventude muito pouco “gaulesa”, multicultural, plural, que raramente foi filmada de forma tão positiva. (…) Não esperemos a verdade definitiva sobre a escola. Nem estados alarmistas, nem professores com um optimismo beato, o filme consegue mostrar este lugar como o espaço de um formidável jogo social. Um jogo de poder, de representação, de dissimulação, de estratégias várias, em que cada um tenta, melhor ou pior, distinguir-se.
Não é por acaso que o filme termina com um jogo de futebol, espécie de prolongamento dos jogos a que assistíramos. Um empate a zeros, mas com um belíssimo jogo.
TÉLÉRAMA
 

Poderoso e hipnótico. É emocionante ver a que ponto o filme não descreve ao fim e ao cabo um estado de crise, a disfunção, mesmo havendo derrapagens, falhanços, mas sim uma instituição em marcha. Como esta instituição, Cantet leva o projecto à letra: mostra os ajustamentos perpétuos, os grãos de areia que perturbam a bela articulação entre as virtudes teóricas e as situações concretas. (…) A TURMA cativa pela sua energia física e a prova feliz de um pensamento em acção.
LIBÉRATION

Um projecto de uma extrema coerência. A escola é o tema dos temas. É o lugar público por excelência, o primeiro que encontramos na vida. (…) Numa dialéctica permanente, ora alegre, ora trágica, Cantet desenha o retrato cruzado de um professor pela sua escola e da sua escola por um professor: o esboço concreto de um universo escolar que vai da amortização do custo da máquina de café até às estratégias para travar o insucesso escolar.
No fim do ano, a escola de Cantet aparece sobretudo como um lugar político. Um grande labirinto onde um poder se exerce das mais variadas formas: o voto, a assembleia, o comité. Não é tanto uma verdade sobre a instituição mas sim um contra-campo dirigido aos espectadores. E estará provavelmente aí o sucesso do filme: o desejo dos espectadores de participar nos jogos de poder que se desenham no ecrã, de participarem nas utopias efémeras que aí florescem.
CAHIERS DU CINÉMA
 

Imenso. Sobre o imperfeito do conjuntivo, a questão do auto-retrato, o futebol, a ideia da vergonha, a definição da insolência, a diferença entre a oralidade e a escrita ou a escolha de um nome escrito no quadro. Os diálogos são brilhantes, os alunos de uma vivacidade encorajadora e o professor domina a língua com uma ironia mordaz e uma certeza que às vezes o faz derrapar. Retrato de uma humanidade plural e imperfeita, estado dos lugares de uma democracia a tratar com cuidado, A TURMA é um filme conseguido, denso, que questiona o mundo.
PREMIÈRE

A TURMA desenha o retrato sensível e generoso de uma geração e mostra uma escola que sabe ser moderna, segura dos seus valores e da sua força.
POSITIF



publicado por Midas Filmes às 11:31
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